Encontro reuniu prefeito Léo Bezerra, secretário Guido Lemos e conselheiro da Anatel Vinicius Caram para dar início aos testes de alertas transmitidos pela TV aberta
A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec-JP), promoveu nesta terça-feira (22), no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), no Altiplano, um encontro que oficializou a parceria entre o município, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as emissoras de televisão e a MIDIACOM Paraíba para a realização de testes experimentais de alertas de emergência transmitidos pela televisão aberta.
Participaram do encontro o prefeito da capital paraibana Léo Bezerra; o secretário de Ciência e Tecnologia de João Pessoa, Guido Lemos; o conselheiro da Anatel Vinicius Caram; representantes das emissoras de televisão da região; e André Vajas, presidente da MIDIACOM Paraíba, entidade que reúne emissoras de rádio e televisão aberta do estado. A atividade contou ainda com uma demonstração conduzida por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (Lavid), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
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Atualmente, o sistema Defesa Civil Alerta utiliza a tecnologia cell broadcast, que envia avisos diretamente aos celulares conectados às redes 4G ou 5G em uma área ameaçada, sem necessidade de cadastro. A parceria firmada nesta terça-feira prevê o estudo da aplicação dessa lógica à televisão, permitindo a interrupção temporária da programação para a exibição de avisos à população em situações de emergência.
Ao explicar o funcionamento do sistema, Guido Lemos detalhou que os alertas poderão ser geolocalizados, atingindo bairros específicos, e que o sinal poderá chegar até mesmo a aparelhos de TV em modo stand-by. “Todo mundo que estiver com a TV na tomada, mesmo no stand-by, mesmo que não esteja passando sinal, mas estiver na tomada, ela liga. Liga e entra por cima do canal que você estiver”, afirmou o secretário ao apresentar a proposta de transformar João Pessoa em cidade-teste da tecnologia perante a Anatel.
Sobre o cronograma de implementação, Lemos explicou que o processo ainda depende do desenvolvimento dos equipamentos de transmissão e recepção. Os próximos passos incluem a elaboração do projeto e uma série de reuniões para viabilizar recursos e equipamentos para os radiodifusores interessados em participar dos testes.
O prefeito Léo Bezerra destacou o caráter inovador da iniciativa e agradeceu à Anatel, à Secitec-JP e aos veículos de comunicação presentes. “Esse alerta, que não vai ficar só com a Prefeitura, vai ser compartilhado com todos os veículos de comunicação, para que, caso aconteça uma ocorrência, sejam acionados todos de pronto e seja solucionada com a maior velocidade possível”, declarou.
Bezerra defendeu ainda a definição de um cronograma e de uma data para o início efetivo dos testes, ressaltando a importância de uma ampla divulgação antes do acionamento do sistema. “Não é só dizer quando vai ser. Quanto mais rápido possível. A Anatel já me autorizou a dizer isso”, afirmou, citando as chuvas que atingiram a cidade como exemplo de situação em que o alerta poderia ter contribuído para reduzir perdas materiais. O prefeito também adiantou a intenção de disponibilizar o projeto-piloto a cidades vizinhas, como Santa Rita, Conde e Bayeux, após a fase inicial em João Pessoa.
Representando a Anatel, o conselheiro Vinicius Caram explicou o histórico do sistema de alertas no país, que começou com o envio de SMS pelo número 40199 e evoluiu para a tecnologia de cell broadcast, atualmente utilizada nos celulares. Segundo ele, a extensão do sistema para a televisão representa o passo seguinte dessa evolução. “A gente entende que é uma iniciativa que pode alcançar toda a população brasileira. Tecnologia que pode salvar vidas”, afirmou, ao destacar a iniciativa conjunta da UFPB, da Prefeitura e da Secitec-JP.
Em discurso, André Vajas afirmou que o lançamento dos testes representa “um passo decisivo para ampliar a proteção dos moradores de João Pessoa”. Segundo ele, mesmo diante de emergências que comprometam parte da infraestrutura de telecomunicações, “a radiodifusão permanece essencial para alcançar milhares de moradores de João Pessoa, além de visitantes e turistas”.
Vajas destacou ainda que a televisão e o rádio abertos são meios gratuitos e de amplo alcance, presentes em todos os bairros da cidade, contribuindo para que “o direito à informação não seja limitado pela renda ou pelo acesso à internet”. Ao final, em nome das emissoras associadas, colocou os veículos à disposição para participar dos testes do sistema de alerta e ressaltou o papel da radiodifusão na segurança coletiva e na coesão social, sobretudo em situações de instabilidade ou interrupção das redes móveis e da internet.
Durante o evento, alunos e pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (Lavid/UFPB) apresentaram uma demonstração prática de como os alertas de emergência poderão funcionar a partir das novas tecnologias de comunicação. A iniciativa integra as ações da gestão municipal voltadas ao uso da ciência, da tecnologia e da inovação para ampliar a capacidade de resposta de João Pessoa em situações de emergência e atender às necessidades da população.
Créditos:
Texto: Pauta Comunicação
Imagens: Kleide Texeira (Divulgação Prefeitura de João Pessoa)




